A Revolução do Compartilhamento
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A Revolução do Compartilhamento

Economia compartilhada — ou consumo colaborativo — é uma tendência que pode ajudar o planeta a resistir aos impactos causados pela humanidade até agora, através da diminuição do consumo e o não acúmulo de bens.

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Revoluções marcam a história da humanidade e através delas podemos entender a evolução do homem como sociedade e o impacto que o planeta sofre em decorrência disso.

O homem vivia como caçador-coletor, o que significa que ele dependia da caça de animais e coleta de plantas e frutos para sobreviver. Como nômades, pessoas se mudavam a todo o momento para onde encontrassem algo que pudessem comer.

Após a Revolução Agrícola, o ser humano descobriu que poderia plantar seu próprio alimento e, sem ter a necessidade de sair para procurá-lo, pôde fixar-se em um único local, onde se tornou possível acumular e estocar coisas.

Mas foi a Revolução Industrial que nos proporcionou uma variedade e quantidade inimaginável de produtos, como os que encontramos hoje à nossa disposição nas prateleiras dos mercados ou em sites de vendas na internet.

O desenvolvimento da publicidade tornou o consumo cada vez maior e campanhas de marketing fazem com que as pessoas desejem mais e mais coisas, mesmo quando não há necessidade real. Bens descartáveis tornaram-se cada vez mais comuns, aumentando esse consumo e o acúmulo de lixo no planeta. Em países subdesenvolvidos pessoas trabalham em condições análogas à escravidão para suprir essa demanda criada por cada vez mais produtos novos.

Toda essa produção, superutilização dos recursos do planeta e descarte inadequado, nos trouxeram a um momento crítico de degradação do meio ambiente e ameaça à nossa própria sobrevivência como espécie, em que somos obrigados a repensar nosso modo de vida e refletir sobre o que pode ser recuperado.

A Revolução Digital facilitou o começo dessa mudança, já que graças a ela entramos em uma era na qual informações e experiências podem ser mais valorizadas do que as coisas que possuímos.

As novas gerações se voltam cada vez mais à experiência do consumo, já não é preciso acumular mídia física — não é necessário guardar livros, DVDs, CDs ou discos para acessar esse conteúdo. Com o streaming você não precisa nem mesmo guardar esses dados em seu computador ou celular, você apenas os acessa através da internet, a qualquer momento ou lugar.

O futuro tende cada vez mais a um estilo de vida minimalista em que você possui menos coisas, porém, que sejam mais funcionais, como um smartphone em que é possível pagar contas, assistir filmes, ler um livro, pedir entrega de comida, se comunicar etc.

Não é a toa que o método de organização da japonesa Marie Kondo e sua cultura do desapego a coisas das quais não precisamos e não nos trazem alegria, se tornou uma febre e fez tamanho sucesso nesses tempos. Em geral, as pessoas agora desejam ser mais práticas, ter uma vida mais leve e funcional.

E essa mudança não é algo individual, já é notório que a colaboração é um bom meio de usufruir de coisas sem necessariamente possuí-las.

Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, o conceito de economias compartilhadas não é algo tão novo — na verdade ele já existe desde os anos 1990, mas foi após os anos 2000, com o crescimento das redes sociais e desenvolvimento de novas plataformas, que esse conceito tomou novas formas e começou a se popularizar.

Essas economias possibilitam a troca de bens e serviços sem a necessidade da aquisição de um produto, e por vezes sem troca monetária.

Não é preciso ter seu próprio carro quando se pode pedir uma carona ou alugá-lo conforme a necessidade, através de um aplicativo de celular. Também é possível alugar patinetes ou bicicletas, uma casa para uma temporada em outro país, e até mesmo acessar informações de maneira gratuita em uma rede colaborativa de enciclopédia.

O homem tende a olhar cada vez mais para sua história e utilizar a tecnologia para obter uma vida mais “natural”. Hoje existem pessoas que já se desapegaram de morar em locais fixos e com auxílio da internet, trabalham remotamente, mudando-se como nômades e proclamando-se cidadãos do mundo.

Novas revoluções estão por vir, mais globais, sustentáveis e ao mesmo tempo conectadas. A humanidade tem aprendido com seus erros e seguimos evoluindo, tentando corrigir os problemas causados ao longo desse tempo e buscando um renascimento para nosso planeta através do trabalho em conjunto e da colaboração.

Porque sim, como dizemos sempre, colaborar é revolucionário!



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